
Ah vida, louca vida, por que me tomas?
Doce como o mel que as abelhas resguardam... Suave como a brisa em que se sustentam... Rígida como o gênio da mãe natureza... E tão entorpecente quanto o veneno que corre quente e desenfreado em suas veias.




Observe o riso.
Distante, não há cores, apenas imagens.
Pergunte sem esperar resposta.
Imagine...
A nota, a cor, a textura, o volume, imagine.
Um segundo eterno, olhe, toque, ouça, respire sabendo que não há cor, nem textura, som ou cheiro.
Imagine...Corra, sente-se, descanse e lembre: Nada é seu; use como se fosse o último batom, aquele tom de vermelho que já não é mais fabricado.
Sinta o jasmim no seu corpo, seu interior, deixe que o invada sem restrições, decida que ontem foi bom, hoje pode estar ruim, mas acredite que amanhã será melhor.
Pois não terás o som da nobreza para lembrar quem és, nem usará cobertor.
Faz tua nudez, aprenda a despir-se com a beleza da borboleta e a agilidade do escorpião, mas não esqueça nunca, deve sempre guardar teu lado mais humano.
Quando enfim tocar teu riso, permita a brisa sem medo: conduza-a!
( Ingrid Ribeiro)



O Verdadeiro Amor
O verdadeiro amor nunca se acaba.
Nunca se esquece.
Apenas adormece.
O verdadeiro amor é como uma flor que desabrocha no inverno gelado.
É como um feixe de luz em meio á escuridão da alma.
O verdadeiro amor quebra barreiras.
Ultrapassa fronteiras.
E despedaça corações.
Sim! Despedaça corações!
Corações apaixonados perdem sua defesa.
E ficam vulneráveis á qualquer um.
Meu coração está assim agora.
Vulnerável.
Mas o motivo não é o mesmo.
Amor antigo é meu tema.
Um amor avassalador e totalmente prejudicial.
Mas como já dizia o poeta:
“Amor é fogo que arde sem se ver,
É ferida que dói e não se sente,
É um contentamento descontente,
É dor que desatina sem doer.”
Agora eu sei que ele estava realmente apaixonado.
E totalmente correto.
Pois esse é o resumo mais certo que existe dos meus sentimentos neste exato momento.
E dor é inevitavelmente a única coisa que me resta.
(Erika Sá)