
Sabe aqueles dias que você tem raiva de tudo?
Que o tédio te consome, que te dá vontade de gritar, de bater em alguma coisa e de jogar tudo pro alto?
Pois é...Eu escrevo!
Escrevo o que sinto, o que penso, o que desejo.
Coloco o som no máximo e deixo que a caneta na minha mão faça o resto.
Me perco nos meus pensamentos, nas minhas ambições e desconto tudo no papel.
O papel tem um poder curativo inimaginável.
Um poder que inspira os poetas de todos os cantos.
Mas a minha raiva é tão grande que que só o papel não adianta.
Meu sangue é muito quente pra ser suavizado por um pedaço de papel de cor fria e gélida.
Queria poder voar.
Para que eu deixasse minha raiva lá no alto.
Para que quando meus pés tocassem o chão não restasse nenhum peso sobre as minhas costas.
Passiva, agressiva já não importa mais quando meu guarda-roupas já trás as marcas das minhas unhas feitas por prazer ou por frustração.
Eu não me sinto bem.
Meus sentimentos são muito intensos.
Meu ódio me domina!
E misturado com paixão acaba se transformando numa forma de prazer animalesca e suja, que me arrepia a nuca e me faz pensar que esse é o pior de mim.
Você é o único que consegue fazer com que eu me sinta assim. Tão intensificadamente IMPERFEITA!
Você desperta o meu pior, o meu melhor e sem meio termo.
Amor..
Ódio...
Carência...
Loucura...
Saudade...
Tesão!!!
Minha vida se resume a isso, e isso se resume a nós.
O que fazer?
Ficar e enlouquecer, ou, Sumir e morrer?
Tudo tão confusamente louco...
Tudo tão perfeitamente complicado!
Eu sou assim, complicada e perfeitinha.
É! Já me disseram isso.
Mas então me responda.
Será que você consegue sobreviver a uma dose diária desse meu veneno?
( Erika Sá )
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