
Ah vida, louca vida, por que me tomas?
Doce como o mel que as abelhas resguardam... Suave como a brisa em que se sustentam... Rígida como o gênio da mãe natureza... E tão entorpecente quanto o veneno que corre quente e desenfreado em suas veias.




Observe o riso.
Distante, não há cores, apenas imagens.
Pergunte sem esperar resposta.
Imagine...
A nota, a cor, a textura, o volume, imagine.
Um segundo eterno, olhe, toque, ouça, respire sabendo que não há cor, nem textura, som ou cheiro.
Imagine...Corra, sente-se, descanse e lembre: Nada é seu; use como se fosse o último batom, aquele tom de vermelho que já não é mais fabricado.
Sinta o jasmim no seu corpo, seu interior, deixe que o invada sem restrições, decida que ontem foi bom, hoje pode estar ruim, mas acredite que amanhã será melhor.
Pois não terás o som da nobreza para lembrar quem és, nem usará cobertor.
Faz tua nudez, aprenda a despir-se com a beleza da borboleta e a agilidade do escorpião, mas não esqueça nunca, deve sempre guardar teu lado mais humano.
Quando enfim tocar teu riso, permita a brisa sem medo: conduza-a!
( Ingrid Ribeiro)

